Estes dias fui a casa de uma amiga que mudou de residência. Recebeu-me, com muita alegria, não estivesse ela na sua nova casa. Tinha champanhe e um bolo (de aparência tosca), que me pareceu ser de chocolate, em cima da mesa. Aguardamos a chegada de outras duas amigas para poder comemorar e atacar o bolo, que embora tivesse aquele aspecto ela garantiu que era delicioso e facílimo de fazer (só levava 2 ingredientes)!!
Achei estranho e fiquei mais ansiosa por prová-lo. Quando as amigas chegaram, esse foi o primeiro tema de conversa (as mulheres adoram culinária!), fomos logo diretas à mesa da cozinha. Fiquei rendida. Talvez durante esta semana vá fazer este bolo cá em casa e depois acrescento aqui uma foto.
E quais são os famosos ingredientes?
São:
4 ovos e Nutella. Pois é! Simples não é?
É uma receita fácil de fazer para uma eventualidade, uma emergência, um piquenique, ou para quando temos visitas inesperadas em casa.
E eu que só aos trintas e tais é que descobri e provei Nutella, estou rendida a este potinho delicioso. É bom para o pão e para certa doçaria. Estou mesmo rendida.
Aqui fica a receita:
Colocar os ovos na batedeira e bater até ficar suave e cremoso. Em seguida juntar a Nutella (embalagem de 200g) derretida no micro-ondas. Misturar bem os dois ingredientes, levar ao forno numa forma antiaderente a 160º e durante 30 minutos.
Há sempre muito medo em falhar. Falhar é para os fracos, para os incapazes, para os incompetentes, para os inexperientes, etc e tal. Mas todos falhamos, certo? Já está no nosso ADN.
Uma falha pode gerar embaraço, vergonha, irritação, tristeza e, muitas vezes, vontade de voltar atrás. O que para muitos pode ser normal, para outros é uma catástrofe. Por isso existe muito medo em falhar. Claro que ninguém gosta de falhar e eu também não, mas falhar pode ser bom. Sim, muito bom. Não sou eu que o digo (que sou uma optimista por natureza), mas falhar pode levar-nos muito longe.
Devemos falhar mas cada vez melhor. É como tudo na vida: na primeira não corre muito bem, na segunda melhora e na terceira já está melhor e por aí fora sempre a melhorar. Devemos fazer tudo mas sempre cada vez melhor e falhar também é assim mesmo.
Quando as coisas não correm como queremos ou ambicionamos devemos insistir e insistir as vezes que forem necessárias até conseguirmos. E vamos falhar algumas vezes, muitas vezes, mas não interessa o número de vezes que falhamos. O que é realmente importa é conseguirmos aquilo que ambicionávamos.
Temos de aceitar que os erros fazem parte da vida, fazem parte da vida de toda a gente (não somos a excepção à regra), e nem essa frase se aplica aqui.
Devemos ver um falhanço como uma oportunidade para fazer tudo de novo, mas de maneira diferente e melhorada. Aplicar os conhecimentos em situações futuras. Afinal, com os erros também se aprende, e muito!
Há que assumir os erros e não colocar a culpa de falhanços nos outros, na vida, no governo, no cão, no piriquito, no tempo, no clima e em sei lá mais o quê. Há que reconhecer o erro e avançar. E muito importante: só falha quem se propõe a desafios ou objectivos -quem sabe o que quer da vida.
Vamos pensar nas crianças. Elas são curiosas e vivem experimentando coisas novas e se algo não corre bem elas avançam em frente sem muitas questões.
Há que viver e não sobreviver - andando para o lado que o vento dá.
Por isso falhe, falhe com classe, com requinte. Falhe cada vez mais instruído (pelos conhecimentos dos falhanços anteriores).
Nada como experimentar (e se errar) tentar novamente. Uma, duas, mil vezes até conseguir. E vai conseguir com certeza. : )