Aos poucos,
aos pouquinhos, foste entrando na minha vida. Sem dar conta os dias passavam e
as conversas multiplicavam-se. Sem saber que o sentimento se adensava sorrateiro e
tranquilo. Assentas-te arraias e fizeste-me feliz.
Poucos foram os momentos sem alegria que não tive na tua companhia mas mantive-me firme. Afinal, tudo não
passava do electrónico e esse mundo pode ser tão perverso e cruel. Não só pela ausência
de um ser real e palpável, mas porque é fácil praticar o fingimento. Numa outra dimensão eu diria, mesmo, que moravas. Além de
longe, não sabia se existias mesmo. Estavas mesmo aqui ao pé, embora do outro lado do
mundo, é certo, mas tão perto que a distancia um dia de longe se fez perto.
Quando
te vi ao vivo (e vivo) pela primeira vez foi como se fosse mesmo a primeira, mas não
era! Já não tinham conta as vezes que nos víamos. Pela tela e pela imaginação. Esse
sítio de onde nunca deverias ter saído. Onde devias ter ficado para sempre,
acorrentado a um talvez e perdido no tempo de um sonho.
Se me trouxeste algo também me roubaste muito...

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