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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A dieta da maça


Atenção: Não quero incentivar, ninguém, a fazer o que fiz, embora ache que são medidas muito saudáveis. Convém aconselharem-se com um especialista. Eu tinha poucos quilos a perder, era saudável e sem qualquer doença declarada. Convém, antes de iniciar uma dieta ou tratamento de emagrecimento, procurar ajuda. Mas, por vezes, basta uma pequena medida para grandes resultados.
No final das férias do ano de 2013, tentei vestir umas calças de ganga e não consegui. Fiquei horrorizada pois não me tinha apercebido da mudança que ocorrera em mim. Peguei nas calças, dobrei-as, coloquei-as no cabide e pendurei-o atrás da porta do meu quarto. Iria vê-las ali muitas vezes e sempre que abrisse a porta para sair do quarto. Eu havia de perder o peso, custasse o que custasse.
No dia seguinte pesei-me em jejum, sem roupa e depois de ter ido ao wc. Passei a pesar-me, quase diariamente, e a anotar o meu peso numa tabela que fiz para o efeito. A partir desse dia iniciei algumas mudanças na minha vida.

Depois do pânico e com a estranheza de me sentir assim, comecei a pensar, seriamente, nas mudanças que havia de fazer na minha vida. Decidi que haveria de chegar aos 50 quilos e assim delimitei mudanças, para mim, radicais e que iriam mudar a minha vida.

A primeira coisa que fiz foi eliminar as bebidas e refrigerantes da minha alimentação. Passei apenas a beber água. Comecei a trazer, sempre junto de mim, uma garrafa e a beber cerca de litro e meio ao longo do dia.

Acrescentei mais exercício físico à minha vida. Além da natação, que já fazia uma vez na semana, passei a caminhar, duas vezes por semana, enquanto esperava a minha filha nas aulas de dança. Hoje, já consigo correr e sinto-me muito feliz quando o faço. O exercício físico além de ser viciante é bom para a mente e para o físico.

Pela manhã, em jejum, passei a beber um copo de água morna com sumo de um limão.

Mas eu tinha consciência que o meu maior pecado era o fim do dia. Enquanto preparava o jantar era capaz de comer vários pães com manteiga ou queijo, tostas mistas, bolachas e até chocolates. Passei a comer, sempre que me dava fome ou desejos, nessa hora, uma maça. E quando uma não era suficiente eu comia outra. Passei a incluir o truque da maça depois de descobrir que adorava a maça "fuji". Ainda hoje recorro a essa técnica e tenho sempre dessas (ou outras) maças em casa.

Fui sempre comendo de tudo mas, por vezes, com certa cautela. Posso afirmar que a maça me ajuda em muitas ocasiões e me salva de adquirir algumas calorias extras.

Lentamente fui perdendo peso e cheguei até aos 48. Hoje estou com 50 – o meu peso ideal, tendo em conta a minha altura e idade.

Por vezes basta uma pequena alteração de hábitos para grandes mudanças.

Já consegui vestir aquelas calças e até tive de mandar apertar alguma roupa e comprar outras peças novas. Agora, vendo bem a roupa que deixou de me servir, é que vejo que estamos tão preocupados em comprar roupa nova que muitas vezes nem nos apercebemos do aumento do peso.

Estou satisfeita com o meu corpo agora. E posso dizer, com toda a certeza, que sinto-me melhor do que quando tinha 20 anos: mais magra e com menos celulite. Não sou perfeita mas quem o é?

Nas férias de Setembro de 2014 - um ano depois... 

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