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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Desculpas evitam-se mas...

As desculpas evitam-se, é certo. Quando uma desculpa não pode remediar ou até anular o acto que não devia ter acontecido não vale de nada, mas é um gesto de educação, respeito e cortesia, desde que feito de forma consciente e com arrependimento.

                                                          




A expressão dita por algumas pessoas: “as desculpas não se pedem, evitam-se”, é real, verdadeira mas demasiado dura. Se a pessoa reconhece o erro e apresenta as desculpas (com arrependimento) não vejo necessidade de usar tal afirmação.

Devemos olhar sempre para o nosso caso pessoal: tantas coisas que por vezes fazemos involuntariamente e que se o mundo ou a vida voltassem atrás nós temos a certeza que não faríamos de novo. Com os outros é igual.

Eu sou uma pessoa de perdoar, mesmo que por vezes lute interiormente para não o fazer. Já me aconteceram situações complicadas no passado e eu lutei para não perdoar, mas acabei por reconsiderar e senti-me mais leve e bem comigo própria. Isto ajuda-nos até na nossa saúde. 
O ressentimento, a raiva e o pensamento negativo só nos prejudicam e atraem coisas más.

Devemos perdoar e, com simplicidade e respeito pelo outro, agradecer as desculpas e aproveitar para lembrar que a pessoa deve ter de futuro mais cuidado. Isto se as desculpas forem genuínas, porque situações de erros contantes reconheço que nos deixam num estado que não há paciência que aguente. 

Há expressões e ditos populares que perduram no tempo e que marcam formas de pensar de uma geração. Esta expressão é, com certeza, uma delas. 

As desculpas pedem-se sempre e apenas quando é necessário. Elas fazem-nos estar mais atentos nas nossas próprias acções.

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