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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Eles vão e não voltam.


“Eles vão e não voltam”. E como eu os entendo!

Eu sou mulher. Mulher mesmo. Daquelas que leva a palavra MULHER à letra. Só não sou de tiques exagerados que isso, não é de mulher, é de travesti.

Li na minha revista preferida, “Sábado”, n.º 554 de 11 a 17 de Dezembro, que a Marta Gautier protagonizou mais uma polémica. Achei curioso e passo a apresentar o texto:

“Marta Gautier protagonizou mais uma polémica, desta vez num vídeo da marca Lactacyd sobre produtos de higiene íntima, onde diz o seguinte: Oh pá, mesmo as brasileiras… elas hidratam a vulva. É por isso que eu digo à minha irmã: “Não deixes o Mário ir sozinho para o Brasil. Eles vão e não voltam!” Mais adiante: “Quando eu penso no carinho com que elas tratam a vulva e os lábios vaginais… nós podemos competir com isso! Porque é que ignoramos essa parte do corpo?” Entre mensagens de apoio e repúdio, o vídeo foi retirado do facebook da marca no fim da semana.”

Onde está o problema? A marca retirou o vídeo? Fez mal. A verdade incomoda muita gente. E sabemos que a controvérsia também ajuda a vender.

Atenção: eu sou portuguesa (de gema) e nunca estive no Brasil, mas vivi fora do país e convivi com brasileiros. Já os conhecia do “que ouvia dizer” mas, eles e elas, são um povo muito à frente. De uma mentalidade bem mais evoluída que a nossa. Adoro-os. Continuo a ter amigos brasileiros e para mim eles são um povo que devemos admirar por variados motivos.

Voltando ao texto acima, elas tratam a vulva e os lábios vaginais, e fazem muito bem. Aliás, as portuguesas não os tratam? Ninguém as ensinou? Mas se têm cabeça é para pensar e evoluir. A mim também não me ensinaram e hoje sou o que sou.

As brasileiras não tratam só isso, elas tratam tudo. Resumindo: elas cuidam-se. Andam sempre cheirosas, com a pele cuidada e de unhas arranjadas; podem até ter poucos recursos e a roupa ser de menor qualidade mas o corpo anda sempre impecável. E porque não fazemos o mesmo? A desculpa de não ter tempo e dinheiro já é “velhinha” e não cola mais. Há que arranjar outra e verdadeira: falta de vontade. Aliás, eu até considero falta de amor-próprio.

Será que um homem gosta de ver a mulher desleixada? Não gosta.

Será que um homem admira uma mulher bem vestida? Admira.

Será que aprecia sentir o perfume de uma mulher? Aprecia.

Eles vão e não voltam. É verdade. Já aconteceu. E acontecerá no futuro. O homem só vai se não estiver satisfeito com o que tem. E nada de denegrir a imagem das brasileiras. Neste aspecto - são exemplos a seguir.

Eu, se fosse homem, escolhia para minha namorada, companheira ou esposa, uma que se cuidasse da ponta do cabelo até à ponta do dedo do pé. E se ela mudasse eu também teria de mudar. Para melhor é claro!

Eu sou uma jovem (na casa dos trinta) e vejo mulheres da minha idade, tão desmazeladas. E, a grande maioria, são casadas. Afinal já casaram, porque se darão ao trabalho de cuidarem das unhas, do cabelo e da pele? Como dizia a minha avó: “Já não perdem casamento!”

Realmente, casamento já não perdem, mas podem perder o homem! E deviam reflectir nisso, antes "dele" abalar para o Brasil ou para outra paragem.

Felizmente, ou infelizmente, hoje nada é para a vida e as relações também não o são. Há que as alimentar todos os dias, e a higiene e cuidado com o próprio corpo são formas de o alimentar.

Para finalizar: há muita portuguesa que se cuida. Felizmente, não somos todas iguais. É o que penso e vejo!

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