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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Não posso... não devo



Não sei nada de ti. Não posso estar contigo. Não posso ver-te. Não te posso sentir.
Apenas continuo a sentir-te em mim, como se tivesse deixado uns minutos atrás.
Como se o tempo não tivesse passado, e eu vivesse parada no meio dele apesar de continuar a viver.
Tu ainda tens aí contigo aquela parte de mim que me conseguiste roubar há muito tempo... tempo esse que dentro do próprio tempo não tem tempo nenhum.
Já que não te posso e não devo falar, pelo menos escrevo. 
Palavras soltas que talvez nunca venhas a ler, a sentir, ou sequer a imaginar que te são dirigidas. Mas, pelo menos, eu posso lançar para o mundo aquilo que ainda sinto em mim. Daquilo que, lamentavelmente, ainda não consegui libertar.
Não te posso dizer nada, mas posso escrever para ti.

 

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